Quem foi Francisco?

Ontem, no carro, eu contei para minha sobrinha que o meu gordão queria saber por que a mãe dela tinha um bebê dentro da barriga. Ela tentou: “É porque… Hum… Acho que eu não sei explicar”.

“Acho que eu sei”, respondi. “Uma estrelinha entrou na barriga da tia Celi e daqui a alguns meses, ela vai virar um bebê”.

Olhei para trás e o Luki estava com cara de menino de dois anos que entendeu os mistérios da vida e soltou: “Então, a Batianzinha de Mogi vai virar o Francisco? (referindo-se à minha avó que faleceu em dezembro)”.

Depois que eu consegui parar de rir, eu tentei explicar: “Não é bem assim. Quando a pessoa morre, ela vira estrela e fica um tempo lá no céu. Se fosse assim tão rápido, não ia ter céu estrelado”.

Pra que eu fui dizer isso. Foi a deixa para a Chuni filosofar:” Então, o Francisco deve ser uma pessoa que morreu faz tempo. Quem será que ele foi na outra vida dele?”.

“Ele pode ter sido D. Pedro ou até a Carlota Joaquina. Ou será que menino só pode ter sido menino?”, eu intervi só para instigar a reflexão da minha mandarinita.

“Eu queria que na outra vida dele o Francisco fosse o Jimmy Hendrix…”, confessou a Chunini.

E pronto. Ninguém mais quis falar sobre o assunto.

Um par para a vovó

Em 2009, perdemos uma pessoa muito importante, que amávamos demais, uma figuraça que nos faz muita falta. Estou falando do meu sogro, um cara de uma autenticidade inigualável. Enfim, é a vida…

Uma vez por semana, ele levava o meu gordo para a escola, religiosamente. Fizesse chuva ou sol. Desde que ele faleceu, contratamos um motorista para que a minha sogra continuasse nesta rotina. Esta semana, ela se surpreendeu quando foi buscar o neto no inglês.

Ao entrar no carro, meu filhote soltou: “Sr.Aloísio, o senhor tem esposa?”

- Tenho um restinho de esposa lá em casa sim, respondeu o motorista.

- Vovó, o vovô morreu porque comeu muita besteira?, perguntou o meu gordo para a minha sogra.

- Ele comia muita besteira, mas não é bem assim. Ele morreu porque tinha uma doença que ninguém conseguiu curar, explicou.

- Ah, e daí você achou o sr. Aloísio?

Bem, se depender do meu gordo, logo logo estaremos nos preparando para o “amaziamento” da minha sogra com o senhor Aloísio…

 

Não fui eu!

Hoje eu vou contar a última de um carinha muito esperto, o Mateus. Malandro que só ele. Estávamos num campo de futebol brincando de bola, pega-pega, esconde-esconde e, de repente, eu parei para conversar com sua mãe enquanto ele brincava com o meu gordão.

Querendo subir numa árvore, ele veio me chamar. Entrou no meio da conversa e reclamou: “Nossa que cheiro ruim”. Explicamos que o campo devia ter sido adubado por isso estava com cheiro de esterco. E ele, desconfiado: “Hum, pra mim alguém peidou”.

Imediatamente foi repreendido por sua mãe: “Mateus, para com isso. Isso é jeito de falar?”. Eu, que não tenho a obrigação de educá-lo morri de rir e me defendi: “Não fui eu”. Claro que os seus olhinhos desconfiados viraram na sequência para a mãe, que não aguentou e riu também.

Um incômodo e tanto

Meu gordão passou o sábado na casa da minha tia. Lá, ele encontrou um cavalinho de pau e saiu cavalgando pela sala. Depois de um tempo, largou o brinquedo e começou a reclamar que algo o estava incomodando lá nas partes íntimas. Minha prima disse: “É a cueca que deve estar desajeitada”. E ajeitou a cuequinha dele. Dali a pouco, de novo, ele a chamou e reclamou. Ela respondeu: “Vou ajeitar de novo sua cueca”. Percebendo que a ajeitada na cueca não estava funcionando e que minha prima não estava entendendo o acontecido, ele disse: “Acho que eu quebrei o meu piu”! rs rs rs

Morre ainda não, tia!

Minha amiga Raquel recebeu a visita dos sobrinhos, a Laura, de 9 anos, e o Lucas, de 11. Muito observadora, a menina disse: “Nossa, tia, você tem tantas coisas de gatinho, né? Bolsa, caneca, almofada e enfeitinhos”.
“Pois é, Laura”, disse minha amiga. “Como eu não tenho filhos e o Lucas é menino, acho que você vai herdar tudo”.
Num suspiro profundo, a pequena soltou: “Ai, tomara que isso demore muito…”
Raquel, toda orgulhosa, ficou até emocionada com o sentimento da sobrinha desejando que a tia ainda vivesse muito. Então, como diz o Zagallo, foi surpreendida. “Sabe, tia, eu ainda sou criança e não tenho onde guardar tudo isso”.
E não terminou por aí. Sem tirar a cara de dentro do gibi, Lucas completou: “Entendeu, né, tia? Se ela tivesse onde enfiar tudo isso, você já poderia morrer”.
Tome, tia Raquel!

mtena:

Relembrando e chorando de rir novamente…

Postado originalmente em papodecrianca:

O post de hoje é do filho do meu amigo Fran. Quando ele tinha uns 4 anos, entrou com o pai no elevador, onde já estava um senhor na casa dos 60. Sentindo aquele odor peculiar, o menino soltou: “Pai, você peidou?”. Meu amigo, disfarçadamente, apenas fez que não com a cabeça, tentando evitar o que se seguiu. Sem muita cerimônia, seu filho disse em alto e bom som: “Então, acho que foi ele”. Crianças…kkkkkkkkk.

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mtena:

Estamos eu e o gordo aqui lendo as historinhas do blog e chorando de rir com o post do Luiz me chamando de mano, do filho do Fran avisando o senhor do elevador que ele tinha peidado, e outros muitos. Quando, de repente, me deparo com esta história, que me fez lembrar o quanto esse garoto é iluminado!

Postado originalmente em papodecrianca:

Minha irmã, autora do blog, sempre posta narrativas de conteúdo cômico envolvendo seus filhos, que a cada dia se superam nas pegadinhas e travessuras. No entanto, hoje pensei em contribuir para o Blog relatando uma passagem com conteúdo distinto dos constantes no Papo de Criança. Me senti na obrigação de partilhar um sentimento de gratidão e orgulho, com todas as pessoas que participam do Blog, sejam  contribuintes ou leitores.

No final de 2006, um ano difícil, de muitas alegrias mas também de grandes tristezas, um acontecimento mudaria o rumo da minha vida para sempre, amadureceria em dias o que postergava a anos, acharia em minutos o que estava procurando em horas de insônia. Por forças maiores, tal acontecimento, algo totalmente inesperado e fora da realidade, causou um impacto muito grande na vida de muitas pessoas  e comigo não foi diferente, a tristeza reinava absoluta! Não querendo externar minha tristeza às pessoas que…

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