Vamu emboia, mano?

Na semana passada, fui sozinha na pediatra com o meu gordão, que está agora com pouco mais de um ano e meio. Enquanto eu conversava com ela sobre as questões de alimentação, saúde, etc. ele esvaziou o armário de brinquedos e espalhou tudo no chão. Entediado depois de 10 minutos e ele começou a causar. Bem na hora que ela estava me perguntando sobre a fala e o vocabulário…

Pediatra: O que ele está falando? Ele fala de tudo?

E ele pra mim: Vamu emboia, mano?

E eu: Já falei que não sou seu mano, sou sua mãe, não quero que você me chame assim.

E ele: Tá bom, mano. Vamu emboia?

E a pediatra: Bem, nem precisa responder. Próxima pergunta…

Tô na área de novo

Desde 21 de setembro, eu não posto nada aqui no Papo de Criança. E não foi por falta de sugestões dos amigos. Todo mundo tem umas marés de baixa inspiração, tédio e cansaço, né? Mas, isso não importa. Ler o especial sobre “Mães, Filhos e Trabalho”, da revista Crescer, da Editora Globo me abriu os olhos.

Abre parênteses – principalmente porque tive a honra de participar a convite da Fê e da Cíntia e, confesso, não imaginei que o trabalho ia ficar tão completo, rico, inspirador e diferente. Abre pop up – e a versão do iPad que parece o jornal do Harry Potter com a gente se mexendo? – fecha pop up. Parabéns meninas, ficou magnífico. Fecha parênteses.

Enfim, uma das entrevistadas diz: “tem que dar, pra mulher tudo dá”. E eu pensei: “estou perdendo o interesse em fazer as pessoas rirem com as conversas das crianças, por isso não entro mais no eu blog”. Daqui a pouco, se eu não me vigio, perco o interesse nas risadas das pessoas e depois nas conversas de crianças e depois nas crianças. Isso jamais! Então, está oficialmente reinaugurado o Papo de Criança.

Para reestrear, aqui vai a última do meu gordo, que ainda deveria ser criança, mas já está me saindo um autêntico tween. “Mãe, hoje a programação da Net está um lixo”, esbravejou. “O que eu posso fazer? Não adianta ficar nervoso e nem brigar comigo. Escolhe um DVD”, respondi. “Qual é, mãe, não tem nada interessante na TV. Por que você não deixa eu ver uns vídeos no youtube?”. Como assim?

Semana badalada

Na semana passada, a revista Crescer veio aqui em casa para filmar o nosso dia a dia. A princípio, o meu gordo se indignou que não queria ser filmado e que eu não tinha avisado, etc e etc. O nenê já foi logo se abrindo. Ciro – o câmera – acompanhou cada momento: acordando, buscando no inglês, almoçando e levando na escola. No final, meu gordo já estava se exibindo no skate, no DS e nas batalhas de Lego. Isso foi na segunda. Na sexta-feira, meu pai recebeu uma homenagem e lá fomos nós. Todo mundo queria tirar foto com o meu filhote. Eis que ele ME chama de canto e diz: “Posso te perguntar uma coisa?”. “Claro, querido”, respondo. “Eu sou famoso?”, soltou. “Muito famoso, filho”.

Piada do nenê

Acabou de acontecer. Meu nenê bateu com o controle no olho do irmão, que ficou magoadíssimo. A gente deu a maior dura nele. E fez ele pedir desculpas e dar um abraço. E o meu marido disse bravo: “Hum”. Imediatamente ele respondeu: “Dois”.

Quero ser espião

“Mamãe, já sei o que eu quero ser quando crescer. Quero ser espião!”
“Tudo bem, mas se você for trabalharem em outro país você me leva?”
“Acho melhor não. E se o bandido te encontrar e te matar para se vingar de mim?”
“Mas você vai me deixar aqui sozinha?”
“Não. Eu só vou aceitar missões aqui em São Paulo. Vou falar pra eles mandarem outro quando a missão não for aqui.”
“Mas acho que a carreira do espião exige que você aceite missões em outros países e eu gostaria de ir junto.”
“Então tudo bem. Porque se o mal quiser te pegar, eu mato ele direto. Porque espião não é igual policial. Espião pode matar direto sem levar preso, ou machucar o bandido bem feio, né?”
“Se você está dizendo…Mas e se eu virar espiã também? Daí você não precisa matar ninguém.”
“É, até que uma espiã velhinha pode ser útil e fazer várias coisas útias ( leia-se úteis). Pode ter uma arma escondida na bengala.”
“Igual ao guarda-chuva do pinguim do Batman?”
“É.”
“Então tá combinado. Amanhã mesmo vou ver como mudar de profissão…”

Sou muito dedicado

Voltando à ativa depois das férias. Ontem fui ajudar o meu gordo com a lição de férias porque ele só tinha feito 4 págs do total de 17. Chegamos à lição do caça-palavras dos sentimentos. Ele achou amor, carinho, solidariedade, etc. Faltava apenas uma e eu disse: “Dedicação”. Procurou, procurou e achou. “Mas o que é isso, mamãe?”. “É quando você dá muita atenção pra alguma coisa e concentra todos os seus esforços para que ela dê certo. Entendeu?”, expliquei. E ele: “Acho que sim. Então, eu posso dizer que sou muito dedicado no videogame, né?”. “Sim, você entendeu direitinho…”, respondi.

Confusão bilingue

Tenho uma amiga que casou com um inglês e foi morar nos arredores de Londres. Desta união, nasceu o pequeno Andy. Obrigado a falar português, o “boy” começou a confusão desde cedo. Certa vez, quando estava com uns 2 anos, no consultório do fonoaudiologista, ele disse: “House (quando o médico mostrou o cartão de uma casa), children, e etc”. De repente, ele soltou: “peixe”. “Sorry”, disse o médico. Morrendo de rir, minha amiga explicou ao doutor a situação. Agora nesta semana, prestes a completar 3, lá foi ele: “Mummy, mummy, I am going la fora! Open the casa, mummy, please!”. Comentário da mãe: ”É demais gente, muito engracadinho!”. E não vale brigar se ele fizer a mesma coisa na prova da escola, hein! O menino vai ser poliglota…

Cavalo esperto

Certa vez, meu gordo foi viajar com os meus pais e os amigos deles. Lá pra onde eles foram, é muito comum as pessoas passearem de charrete. E todo dia ele queria andar na charrete do Campeão (um cavalo que ele gostava) e o charreteiro deixava ele sentar na frente pra ficar pertinho do cavalo. Num desses passeios, de repente, ele vira pra trás e fala pra minha mãe: “Bá, esse cavalo é mais esperto que o Di (meu pai) porque ele sabe que precisa parar no sinal vermelho”. Minha mãe, desconcertada, disse: “Pois é, querido”. Pai, olha o exemplo.

O que é o amor?

Pesquisa feita por professores de educação com crianças de 4 a 8 anos sobre o tema o que é o amor foi comentada pelo entrevistador Jô Soares. O vídeo, disponível no You Tube, é imperdível (como dizia o meu sogro). Tem cada uma de morrer de rir. Na carona, perguntei para algumas crianças do meu convívio e aqui vão as respostas. Do meu gordo: “Amor é quando fica apaixonado”. Da minha sobrinha do coração, Chuchu: “É uma coisa boa”. Da Rafinha, “amor é mamãe e coração é eu te amo” (quase matou a Adri de emoção). Do meu sobrinho do coração, Juancho (pedi ao pai dele que lhe perguntasse): “mira la pregunta que me haces, que boludo que sos!”. Quem tiver mais declarações, coloca aqui nos comentários. E pra quem quer ouvir as pérolas do vídeo, aqui vai o link http://www.youtube.com/watch?v=DESEUoNuhxQ&feature=player_embedded#t=9s . Valeu, Camis, pela dica do vídeo. Adorei.

Prepara meu café!

No final de semana, minha princesinha acorda e vai chamar o pai: “Pai, eu já
acordei e preciso tomar café da manhã”. Meu cunhado apenas grunhiu.
“Eu vou querer de café bolo e todinho”, ela insistiu. Dorminhoco, ele
apenas disse: “Vai lá e prepara você, liga a TV e fica assistindo até o
papai acordar”. “O todinho tá na dispensa e o bolo na mesa. Você já alcança os
dois”, complementou. Detalhe, ela só tem 5 anos. “Mas papai, como eu vou cortar o bolo se eu  não posso mexer com faca?” É isso aí, cunhadão. Levanta e vai preparar o café da princesinha. Força na peruca!